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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Machu Picchu (24 de agosto)


Acordamos muito cedo na quarta-feira: as 0430 da manhã. Descemos a montanha no primeiro trem, de Cuzco para Aguas Calientes (o povoado aos pés da montanha de Machu Picchu). A viagem de trem foi bem interessante, porque passamos por diversas paisagens diferentes, saindo da Cordilheira mais seca, passando pelos picos nevados e chegando na parte da selva amazônica peruana.

Da estação de trem, mais trinta minutos subindo a montanha de ônibus. Uma estrada super-estreita, com um zigue-zague intenso de ônibus. Lá em cima, mais uns quinze minutos de caminhada, no meio da mata. O calor e o sol eram intensos. Mas de repente, quando você chega numa clareira, você tem uma das visões mais incríveis do mundo: a cidadela de Machu Picchu. Não sei qual o primeiro pensamento, se é sobre a beleza das montanhas, se é sobre a conservação das casas e templos, se é sobre a loucura de ter se construído aquilo naquele lugar, naquela altura.



Você fica um bom tempo só olhando, pensando. E tirando várias fotos.

Também fomos com um guia, o que foi ótimo para entender todos os detalhes daquela civilização. É incrível o nível de tecnologia que eles dispunham, há centenas e centenas de anos atrás. Cada detalhe tinha um significado, uma explicação (e em grande parte das vezes, as explicações se encontravam no sol, nas estrelas, nas montanhas).

Nosso tour com o guia acabou depois de umas três horas, quando demos uma volta completa em todo o santuário. Depois disso, continuamos a tarde lá em cima, o que foi super legal. Aos poucos, os turistas iam indo embora, deixando Machu Picchu ainda mais bonita e tranquila. Ficamos de bobeira, sentados no chão, por um bom tempo, admirando a paisagem e curtindo as lhamas e alpacas que passavam por nós.

Quando o cansaço por ter subido e descido milhares de degraus e a fome nos bateram, descemos para Aguas Calientes. Chegando lá embaixo, ficamos de cara com o hotel, que era sensacional. Tomamos um banho e fomos comer. Entrei no clima e experimentei carne de alpaca e pisco. A noite demos um passeio rapidinho na cidade e fomos dormir cedo, porque estávamos muito cansados. No outro dia pegamos o trem para Cuzco depois do almoço, chegando lá a noite. No dia seguinte, pegamos o voo para Lima e depois para São Paulo.

A viagem foi incrível, em todos os sentidos, dando vontade de ficar viajando a vida inteira, conhecendo todos os lugares do mundo!




















Cuzco (22 e 23 de agosto)


O aeroporto de Lima é considerado o melhor da América do Sul. Mas é basicamente o caos. Partem 30 voos diários de Lima para Cuzco, então a fila e a bagunça eram enormes. Mas nada que afetasse o nosso humor.

O voo para Cuzco foi tranquilo até a hora do pouso. Cuzco fica a 3500 metros acima do nível do mar, no meio da Cordilheira. O pouso foi tenso, acho que por causa das dificuldades geográficas do local.

Logo na chegada, uma leve dor de cabeça por causa da altitude. Assim que chegamos ao hotel, fomos compelidos a tomar chá de coca para acostumar com a cidade. A tarde seria livre, mas como o clima estava muito bonito, saímos para explorar a cidade.

A primeira impressão foi extremamente positiva. Apesar da bagunça e do movimento de turistas e peruanos, a cidade é muito charmosa, com suas construções incas e coloniais, convivendo “em harmonia” (mais ou menos, já que os espanhóis destruíram a civilização inca em 1531).

Caminhamos e vimos muitas coisas, mas o melhor estaria para o dia seguinte. Acordamos cedo e fomos fazer os passeios nas ruinas incas, no alto das montanhas. Os lugares são mágicos, é incrível pensar como tudo aquilo foi criado, como construíram tudo e como tudo acabou em tão pouco tempo.

O fato de termos um guia facilitou muito, já que tínhamos explicações de tudo. Cada detalhe era explicado.

Na cidade colonial, também me surpreendi muito com as igrejas. Tudo construído em cima das ruinas incas, utilizando pedras dos santuários destruídos. Além disso, a riqueza dos detalhes em ouro e prata, bem como as pinturas, chamou muito a atenção.

Outro ponto de destaque desses dias em Cuzco é o artesanato. Chalés, chapéus, chaveiros, pinturas, bonecas, quadros.. Tudo muito colorido. Tudo cheio de vida. Fizemos a festa, principalmente porque os artesanatos eram bem baratos.

Templo do Sol (há boatos que antes dos espanhóis era todo coberto em ouro)

Chegando a Cuzco, no aeroporto

Chazinho de coca para acostumar com a altitude

Hermanas

Introzando com uma lhama

Artesanatos simpáticos

Solzinho bom em Cuzco

Lhaminha amiga

Pça de Armas

Estilo na Pça de Armas

Idem

Estilo duplo, frio começando

Pça de Armas

Ruinas de Sacsayhuaman

Ruinas de Sacsayhuaman

Ruinas de Sacsayhuaman

Peruanas e lhamas

Peruana tensa com lhama

Alto, muito alto

Lima (21 de agosto)


Saimos de casa bem cedo no domingo, um pouco antes das cinco e meia da manhã. O Bruno nos levou até o aeroporto. O voo foi bem tranquilo, sem maiores surpresas ou imprevistos. Chegamos na hora do almoço em Lima e fomos almoçar. De cara já experimentei um almoço típico: lomo saltado e Inca Cola. Gostei da carne e da bebida.

Logo depois começou nosso passeio pela cidade. A cidade me impressionou bem mais do que eu pensei que impressionaria. Uma cidade bastante dividida entre ricos e pobres. A pobreza lá é maior que a do Brasil (acho). A cidade antiga é bastante bonita, muito bem cuidado, cheia de árvores e flores. Tudo muito limpo. E muito antigo também, tendo sida fundada em inícios do século XVI, pelos espanhóis. A praça principal é bastante típica.

Depois disso ainda fomos a alguns sítios arqueológicos de Lima, mas nada demais, já que a cidade é uma metrópole. A noite fomos jantar num shopping à beira do oceano Pacífico. Lá experimentamos uma das melhores cervejas que já tomei: Cusqueña! A partir desse dia, todas nossas refeições foram regadas com esta cerveja.

O único ponto mais chato de Lima foi o clima: uma outra São Paulo. Fez bastante frio e ficou garoando uma boa parte do tempo. Mas isso é explicado pelo fato de que Lima fica à beira da Cordilheira dos Andes, que impede as frentes frias e as nuvens de passarem além de Lima.

No outro dia, pegamos nosso voo para Cuzco de manhã.

Pacífico ao fundo

A melhor cerveja!!!!

Em um sítio arqueológico

No parque dos namorados

Igreja de Sao Francisco

Praça de Armas

Pça de Armas