terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O clichê anti-BBB

Por Matheus Pichonelli, da Carta Capital


Como no Big Brother, existe uma maneira muito simples de a gente parecer mais interessante do que de fato é diante de uma multidão. Basta criar uma conta no Facebook e manifestar desprezo por qualquer coisa que seja popular. Como o Big Brother ou o Orkut.
Em janeiro, quando as inserções do Pedro Bial passam a ser mais frequentes na tevê, o movimento de pudores eletrônicos ganha um tom de campanha política.
Depois do Facebook, ficou muito fácil manifestar nossos bons gostos e engajamentos pela internet. Foto: GOIABA (Goiabarea)/Flickr
Depois que inventaram as correntes de Facebook (espécie de tevê a cores a substituir o pré-histórico jogo da velha que indicava uma hashtag), ficou muito fácil manifestar nossos bons gostos e engajamentos pela internet.
Basta compartilhar as fotos com as inscrições “Odeio BBB”, “Fora Pedro Bial”, “Meu sofá da sala não é privada”, “Morte ao Paredão”.
Pega muito bem.
Se houvesse um guia prático do internauta moderno (sim, porque existem os internautas da velha guarda, uns que se deixarem mandam até a íntegra da missa aos domingos), a ojeriza aos reality shows seria a regra número 1.
Mas não só.
Para parecer um cara muito legal na internet e na vida, é preciso também:
- Bater no Michel Teló. Sem dó. Como se ele fosse o Sarney. Todo mundo vai pensar que você morre de saudade dos tempos do sertanejão de raiz, ainda que o mais perto que você tenha chegado de um boi foi naquela visita ao Pet Zoo;
- Ter sempre em seu mural algum auto-retrato pintado da Frida Khalo (serve uma foto em preto e branco) e desenhos estilizados do Tarantino, do Almodóvar, do Che Guevara e daqueles quatro meninos de Liverpool atravessando a zebra de pedestres em Abbey Road. Não é preciso esclarecer a conexão entre eles;
- Fazer um minuto a minuto sobre a sua ansiedade pelo próximo show dos Strokes ou do Arcade Fire no Brasil. De preferência, sem pontos de exclamação nos posts, para não ser confundido (a) com fã de pagode;
- Vale a pena também iniciar, em sua página, uma contagem regressiva para a Feira Literária Internacional de Paraty. Pode começar em qualquer época do ano: “Faltam 291 dias para Flip”;
- De vez em quando, diga como anda sua vida acadêmica e comemore em letras garrafais quando chegar a formatura. Não se esqueça de dizer que A-M-A a profissão escolhida. No Facebook não existe gente frustada no campo profissional;
- Conte sempre coisas fofas vividas em ambiente familiar, ainda que te digam que o que se vive entre quatro paredes deva ficar entre quatro paredes;
-Vai a Paris, Roma, Viena ou Nova York? Avise todo mundo pedindo dicas de lugares para os amigos. Chegando lá, não espere a volta para postar impressões e fotos, ainda que você passe 90% do seu tempo livre na sala de internet do hotel;
- Não importa que o Parque Nacional do Xingu fique em Mato Grosso: seja sempre contra qualquer intervenção humana no Pará. Se não colar, lembre também que o País da corrupção não está pronto para receber eventos do porte de uma Copa, uma Olimpíada, um Cirque du Soleil;
- Lista de artistas brasileiros que DEVEM constar das suas preferências musicais: João Gilberto (aquele do “vai, minha tristeeeeeza…”), Chico Buarque (“estava à toa na vida, o meu amor me chamou”), Cartola (ver também: Mangueira. É um morro, além de escola de samba), Noel (o daquela caricatura com nariz grande, cigarro meio desprendido na boca…), Pixinguinha (o moço das bochechas). Engenheiros do Hawaii e Roupa Nova, que te levaram às lágrimas depois daquele fora no colegial, NEM PENSAR. Mantenha certa distância também de Raul Seixas (tiozão demais, coisa de hippie doido);
-Tome duas doses de Clarice Lispector todos os dias. Adicione, de vez em quando, aquele poema da Fidelidade do Vinícius de Moraes (“de tudo ao meu amor serei atento antes…”) e algum pensamento do dia escrito por Mário Quintana ou Caio Fernando Abreu (se não tiver nenhum livro deles em casa, jogue no Google alguma letra sobre despedidas cantada pelo Alexandre Pires. Se não citar a autoria, todo mundo vai achar o máximo). Se estiver de bom humor, use qualquer frase atribuída ao Luís Fernando Veríssimo. Em dias de mau humor, use Arnaldo Jabor (o cineasta e o comentarista são as mesmas pessoas, mas não parece);
- Faça print screen de erros gramaticais alheios e compartilhe, em tom de lamento, o que você considera um erro grosseiro. De quando em quando, solte um: “Maldita inclusão digital”. É tiro e queda;
- Quando algum autor de renome for dar aquela palestra marota no Sesc perto de casa, marque dois ou três amigos em seu mural e provoque alarde para todo mundo saber: “Vamos, né??????”. Não esqueça de postar o link relacionado;
- Curta a página de qualquer bar com mais de cinco anos de fundação no entorno da rua Augusta; dê preferência ao Ibotirama;
-Use e abuse de qualquer onda retrô. Está sempre em moda;
- Compartilhe diariamente sua indignação com a política nacional. Lembre todos os dias que o governo não presta e que Brasília seria muito melhor se, no lugar do Congresso, funcionasse um estacionamento. É de bom tom ignorar que os governos totalitários do século XX também transformaram seus Legislativos em estacionamento;
- Não conte, nem sob tortura, que você adora passar no Mcdonalds depois do rolé pelo Espaço Unibanco;
- Deixe sempre claro que você é habitué de lugares incríveis, como as praias de Trindade-Paraty ou o sofá do Outback;
- Compartilhe qualquer reportagem relacionada ao D.O.M, o mais premiado restaurante brasileiro lá fora, e expresse sua intimidade com o nome de Alex Atala.
Feito isso, você espantará qualquer fantasma da breguice e do lugar-comum que contamina este país que a gente gosta de chamar de atrasado.
Ninguém vai dar a mínima, mas o importante é ficar bem com a gente mesmo. Ou viver cada minuto como se fosse o último. E dormir com a consciência tranquila. Ou qualquer outro clichê que sirva.

Carnaval_parte 03


  • 2011: SJDR - com os casais de amigos mais amigos. Definitivamente depois de um tempo de namoro você não quer mais a confusão dos carnavais de outrora (adoro essa palavra). Ano passado a turma se fechou com Lorena e Luiz tb. Mais uma vez em SJDR e Tiradentes. Eu e a Ana fomos direto de SP, encontramos o pessoal lá. O carnaval mais chuvoso de todos os tempos. Chegamos no sábado de manhã e fomos pra um hotel descansar, enqto o pessoal não chegava de Beagá (sim, os tempos são outros). A chuva desanimou um pouco o agito, ficamos muito tempo na fazenda bebendo e jogando. Comidinha caseira, piriás fugindo da gente no meio da mata, vodkas que congelam (falsetaaas). Eu fiquei escutando Aceleraê a semana inteira, crente que seria a música do carnaval, mas nem foi. E o melhor foi fugir da blitz na rodovia, entrar numa estrada de terra, se perder, rodar por horas no meio da montanha e Lorena no colo da gente dormindo, sem ver nada!
Pinga direto no Alambique
Luiz e a geladeira
Na rua, na chuva ou na fazenda
Mulher é tudo falsa, né
Dança da varandinha
Varandinha é paz e amor
Momento de tensão: a gente tinha brigado :D

PS1: Como esquecer da compra das capas de chuva? A gente super bêbado chega na única drogaria da cidade, que vendia capas de chuva e pede Serpentinas Metalizadas. As meninas querendo a capa, quando a mulher fala o preço: 10reais, uma capa feita de saco de lixo!! Eu achei um absurdo!! Quando vi a geladeira de Kuat invadida com Pepsi, falei que ia cortar todos os descontos deles hauhauaha Ô fase!!!

PS2: como esquecer das incontáveis "Danças da Varandinha" no carnaval??


Carnaval_parte 02

Voltando à retrospectiva


  • Diamantina de novo - a galera do Abatedouro versão 3. Porque o que é bom tem que continuar. Nesse ano eu e a Ana já estávamos namorando e arranjamos os melhores companheiros: Jana e Cauã. Não me lembro o porque, mas eu e a Ana fomos de última hora pro carnaval. Enfrentamos 11 horas até lá, depois tivemos que descer todas as ladeiras com os colchões na mão, já no sabado. Quando chegamos na casa, já eramos os mais famosos e esperados. A melhor formação do Abatedouro, com direito a Red Label ou Ice, churrasco na praça com blocos de construção, "quebra aê quebra aê, olha o asa aê" e o melhor: guerra de balões d'água.
ô o ô o, só os amigooos!
Zazá é gente boa mas vacila, né?
Engenharia civil e a construção da churrasqueira
Ataque surpresa de balão
Ops chuva! Vamos proteger as carnes

  • 2010: São João Del Rey com Jana e Cauã. E a vida de casal começou a pesar. Sem querer mais a badalação de Diamantina, mas algum grau de conforto e alimentação digna. Nada como a fazenda do Cauã, com cachoeira e comida do fogão a lenda. A tarde e a noite, a festa dos blocos de rua de SJDR e Tiradentes. Sem contar o Ver-te-cana com pinga de graça e o périplo pra voltar pra fazenda: Cauã não consegue dirigir, eu muito menos, a Jana tb não, sobre pra Ana pegar a primeira vez uma estrada de terra... Como diz o poeta: é pau, é pedra, é o fim do caminho!
Ainda tivemos tempo pra passear!
Lindos e comportados - A-RAM
Ai que saudade desse meu cabelo da Holanda :D
Casais na curtição
Parceria
Curtindo a cachoeira
Ver-te-cana

Carnaval_parte 01

Ô época boa!!! Quatro dias de festa, amigos, churraco, bebida, festa, bebida, descanso e bebida!!

Retrospectiva dos últimos carnavais...


  • 2006: Diamantina - eu, Zazá e Pedro (amigo do Rodriguinho). Uma casa que não conhecíamos ninguem, no meio do mato. Um tempão de caminhada pra chegar, o que era bom pq a gente ia melhorando da bebida. A casa ficou sem água já no final do primeiro dia, e a caixa d'água extra foi utilizada como ofurô. Assim só começando a beber msm :D
FOTOS CENSURADAS:
mentira, não tenho fotos mesmo deste ano.. Acho que em 2005 as câmeras digitais e os celulares que tiram foto não eram tão populares quanto hoje :D

  • 2007: Venezia - eu e intercambistas tensos. Nada como passar o carnaval num dos lugares mais emblemáticos do mundo. Pena que o prefeito tinha morrido no dia e o carnaval foi praticamente cancelado. Mas nada que impedisse a nossa festa, regada a vinhos baratos e grapa extremamente cara. Postergar a viagem de trem e se lembrar de ir embora faltando 15 minutos. Sair correndo que nem loucos e querer ajudar uma mulher no meio do caminho. Moral da história: dormir no chão extremamente gelado da estação, em pleno inverno europeu!
Carnaval clássico de máscaras
Ginga, sagacidade e tensão: a gente tem de sobra
LAMA: a melhor definição de "fim de festa".
Não sei se é pior a tristeza, o cansaço, o arrependimento, a desilução ou a loucura ou o frio (o FRIO, com certeza)

  • 2008: Abatedouro em Diamantina. Como eu perdi o carnaval com o pessoal no ano anterior, fui incorporado à casa mais bombante no ano seguinte, novamente em Diamantina. Microônibus saindo do Magnum, danças dos bonecos de Olinda, Cada um no seu quadrado (ainda nem bombava, mas todos dançamos toda a coreografia na porta de casa). Sem contar que eu esqueci de levar colchão (!!!!), e fui acolhido pelas meninas e me dei bem!!!
Foto oficial, com o hino oficial:
"Ei, por que, você, não, pega na cabeça do meu pau, até virar mingau?"
A foto é zuada? Sim. Estamos todos feios? Sim. Molhados da chuva? Sim.
Mas tinha que estar aqui pra dignificar a catuaba (!!!) e o gringo mais porco e estranho do mundo que ficou na nossa casa!





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Por do sol em SP

Por alguma razão ainda desconhecida, não consegui colocar a foto do por do sol de hoje no post anterior.. Então vai um post exclusivo...

Já tem um tempo que eu ouvi falar da praça do Por do Sol... Fica no Alto dos Pinheiros, e dizem ter uma das vistas mais bonitas do por do sol na cidade.. Fica de frente pro Pinheiros e pra USP, então dá um espação vago e os prédios ao fundo...

A praça tava lotadassa.. Acho que toda a FAFICH foi pra lá (sem preconceitos hehehe). Tinha de um tudo lá: crianças, pessoas fazendo pique-nique, cachorros, pessoas fumando uma e muita gente esperando o fim do dia...

Às 1930 (sim, adoro o horário de verão), o sol se pôs. E o pessoal barangão bateu foto (e eu ganhei a aposta que fiz com o Renatão e a Amandinha: sabia que isso ia acontecer!!!)



Domingo de calor



Tá um calor infernal em São Paulo. Os dias estão bonitos, com muito sol! Bom para: i) a Femsa vender produtos e ii) ir para a praia...


Mas como não rolou praia, rola piscina na casa do Renatão! Êba!

E depois ainda teve um barzinho para comemorar o aniversário do Mika. E ainda o mais bonito por do sol da cidade!

Sol, sol, sol, sol
Eu sou meio peixe, né

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Panico na TV

Eu juro que eu e Marcel somos as únicas pessoas que ainda dão moral pro Pânico, mas não tem como! Meu sonho era trabalhar lá!!!