Economista que não economiza em palavras... Porque mesmo sem motivo eu gosto de falar.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Saudade do dia
Letra A: do frio
Letra B: dos passeios na Cantábria
Letra C: do Juan e da família dele
Resposta: todas as respostas :/
(e o cabelo locão ao vento)
Saudade do dia
Letra A: Natal na neve de Leiden?
Letra B: Framboesas frescas a 1,50 euro?
Letra C: Relogiozinho fino que bombava na Italia?
Nao, o super cabelo comprido!!
#QueFase
Saudade do dia
Letra A: Odessa?
Letra B: Liszt?
Letra C: Super cerveja rodada dupla?
Nao, o super cabelo comprido!!
#QueFase
Exposição no CCBB de SP reúne 57 obras do Renascimento
SÃO PAULO - Situar o Homem como elemento central do universo foi a grande virada intelectual do Renascimento. Mas, se comumente se pensa na revolução artística dos séculos XV e XVI como localizada em Florença, a mostra “Mestres do Renascimento: obras-primas italianas” sustenta que o movimento ocorreu em toda a Itália e teve características próprias em cada região do país. A exposição, que será aberta ao público amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, revela essa história ao reunir 57 obras de um dos mais influentes períodos da história da arte, com criações de mestres como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Ticiano, Tintoretto, Botticelli e Rafael.
— A corrente de Florença é a racional, na qual os pintores desenham antes de pintar, a geometria antecede a pintura — explica Armando Spindel, diretor da Base7 Projetos Culturais, produtora da mostra. — Na escola de Veneza, do mestre Ticiano, a pintura é feita sem esboço, quase como fariam os impressionistas muito tempo depois. Urbino era mais realista que o rei: os artistas eram mais racionais e matemáticos do que em Florença. Roma foi grandiloquente. Na exposição, há obras representativas de cada região.
Obras viajam em aviões separados
Com curadoria da historiadora de arte Cristina Alcide, superintendente do Patrimônio Histórico, Artístico, Etno-Antropológico e do Museu da Cidade de Florença, a exposição reúne obras-primas de Da Vinci, Rafael e Michelangelo, mestres que representam sozinhos uma escola artística e costumam ser chamados de Santíssima Trindade do Renascimento. Traz também “Maddalena”, criação de Ticiano, veneziano que muitas vezes pintava com as mãos, numa tentativa de se aproximar da natureza, acreditando que, se Deus criou o mundo, os artistas o representam.
Três obras que vieram ao Brasil — entre elas “Leda e o cisne”, de Da Vinci — eram até bem pouco tempo consideradas “inamovíveis”, porque nunca saíam da Itália, explica Spindel. Cada uma veio ao Brasil num avião, pois são consideradas patrimônio da Humanidade e não podem voar juntas.
As negociações com 24 instituições italianas e quatro colecionadores privados, a que pertencem as 57 obras, duraram um ano e meio. Porém, desde que começou a onda de manifestações no Brasil, o produtor cultural Armando Spindel sentiu a pressão das instituições e dos colecionadores que emprestaram as obras para a exposição. Ele viveu dias de tensão, e foi necessário ampliar os seguros das obras.
— Os italianos que emprestaram as obras ficaram preocupados. Fizeram muita pressão, mas já não tinham como voltar atrás. No entanto, tivemos de ampliar os seguros. Foram feitos seguros contra terrorismo, vandalismo, rebelião e guerra. Seguro para terrorismo tem sido praxe em todo o mundo. Os demais não costumam ser exigidos no Brasil, até porque a última vez que tivemos uma guerra foi com o Paraguai — lembrou Spindel.
Mostra na madrugada deste sábado
“Mestres do Renascimento: obras-primas italianas" ocupa o CCBB de SP até 23 de setembro, e depois segue para a filial do centro cultural em Brasília, onde fica em cartaz entre 12 de outubro e 6 de janeiro de 2014. Segundo Spindel, a mostra não irá ao Rio porque a cidade já abriga a exposição “A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e museus italianos”, em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes:
— A mostra da coleção do Vaticano abarca um período histórico semelhante. Duas mostras no Rio poderiam sobrecarregar o tema Renascimento e afastar o público.
Para receber a exposição, o CCBB de SP modernizou os espaços expositivos, incluindo iluminação e climatização, e ampliou o número de funcionários, com a expectativa de receber um público recorde. Neste primeiro final de semana, o centro ficará aberto entre as 15h de sábado e as 21h de domingo, ininterruptamente, promovendo a primeira “Virada renascentista”.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/exposicao-no-ccbb-de-sp-reune-57-obras-do-renascimento-9002437#ixzz2b8edyjvr
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Se eu morresse...
Se eu atravessasse a rua agora, eu morria atropelado por aquele carro preto. Era bom que eu não precisava entregar o texto dessa semana. Mas ia ser um drama fodido.
O dono do carro preto ia ficar bem puto. Depois ia ficar bem mal. Depois ia ficar bem puto, de novo, porque o sinal tava aberto pra ele. E o carro preto ia ficar bem estraçalhado. Dei uma engordada que ia ser fatal pro carro preto. O dono do carro preto ia sair me xingando, só depois ia perceber que eu já morri.
Aí ele ia ficar mal de novo. As pessoas iam ficar putas com ele, porque ninguém fica puto com quem já morreu. Mas o sinal tava aberto pra mim, ele ia dizer. Talvez alguém me reconhecesse: esse cara faz uns vídeos pra internet. Talvez virasse uma comoção.
A Folha ia publicar uma homenagem no lugar onde é a coluna, o Porta dos Fundos talvez lançasse um vídeo-homenagem, com meus melhores momentos editados, uma música emocionante. Fora que 27 anos é uma idade ótima pra morrer, tem um monte de gente legal que morreu com 27 anos e as pessoas iam me botar no meio dessa lista. Ia parecer que eu faço parte de um grupo: "Nós, que morremos com 27". Ia parecer que eu tinha levado uma vida muito mais maldita e muito mais interessante.
Talvez eu virasse nome de rua. A rua em que eu morri. A própria Marquês de São Vicente talvez passasse a se chamar rua Gregorio Duvivier, com a legenda: mártir dos atropelados. Se bem que o sinal tava vermelho pra mim. Nunca iam homenagear um cara que atravessou no sinal fechado. E a Marquês é uma rua muito grande.
Talvez valesse mais a pena eu ser atropelado numa rua menor. Na rua das Acácias, por exemplo, eu tinha mais chance. Aí sim, rolava meu nome. Ou não. Rua das Acácias é um nome bonito, os moradores iam preferir manter. E ninguém atropela ninguém por ali. As pessoas iam achar suspeito. Iam pensar: esse daí se jogou na frente do carro só pra virar nome de rua.
Talvez aqui na Marquês seja mais fácil. Talvez aqui eu consiga emplacar um canteiro. Canteiro Gregorio Duvivier. Não. Canteiro não costuma ter nome.
Talvez, no máximo, uma plaquinha: aqui morreu Gregorio Duvivier, que fazia vídeos pra internet e escreveu um livro de poemas. Que ninguém leu. Não. Melhor não atravessar, não. Por enquanto, morrer não tá valendo muito a pena pra mim. Nota mental: fazer alguma coisa que preste. Puta que o pariu, tenho que entregar o texto dessa semana.
Gregorio Duvivier é ator e escritor. Também é um dos criadores do portal de humor Porta dos Fundos.
Hoje é o Dia da Cerveja
Se você procura uma desculpa para beber em plena segunda-feira, o Dia Internacional da Cerveja, comemorado hoje (dia 5 de agosto), pode ser uma bela opção.
http://guia.folha.uol.com.br/bares/2013/08/1321906-hoje-e-o-dia-da-cerveja-confira-cinco-bares-repletos-de-opcoes.shtml
http://guia.folha.uol.com.br/bares/2013/08/1321906-hoje-e-o-dia-da-cerveja-confira-cinco-bares-repletos-de-opcoes.shtml
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Onde está Amarildo?
Os conhecidos chamavam Amarildo de “boi”. Porque fazia a proeza de carregar dois sacos de cimento nas costas, apesar de magro e quase baixo, em seu pouco mais de 1,70 metro de altura. Porque era também quem carregava os doentes nas costas, tirando-os de dentro da favela e vencendo as escadarias da Rocinha. De todas as descrições de Amarildo, é a do boi a mais marcante, a infinitamente repetida. É como boi que o enxergavam. Boi, não touro. E esta, talvez, seja parte da tragédia. A que começou muito antes do derradeiro crime.
Passei quase duas semanas sem acesso à internet, telefone ou qualquer notícia, numa viagem de trabalho. Não vi o Papa. Quando voltei, descobri que precisava saber onde estava Amarildo. Que, para muitos, o Papa não tinha sido o acontecimento mais importante, o sumiço de Amarildo, sim. A grande notícia era que Amarildo tinha se tornado notícia, num país em que o desaparecimento dos pobres costuma não ganhar nem nota de pé de página, apenas silêncio e impunidade. Que Amarildo tenha sumido é terrível. Que seu sumiço tenha virado faixa e slogan nos protestos, hashtag no Twitter e notícia na imprensa sinaliza – talvez – o começo de uma mudança.
Amarildo de Souza, 43 anos, foi levado para a sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, favela da zona sul do Rio de Janeiro, na noite de domingo, 14 de julho. “Para averiguação”, como a polícia costuma dizer quando carrega com ela algum pobre, como se fosse uma justificativa aceitável. Amarildo acabara de voltar de uma pescaria quando quatro policiais o abordaram, supostamente confundindo-o com um traficante, embora testemunhas digam que pelo menos um deles o conhecia muito bem. Nos dias 13 e 14 de julho, a “Operação Paz Armada” – e aqui o nome não é apenas uma ironia, mas também uma violência – colocou 300 policiais na Rocinha e prendeu dezenas de pessoas.
Uma testemunha contou à repórter Elenilce Bottari, de O Globo: “Ele (Amarildo) estava na porta da birosca, já indo para casa, quando os policiais chegaram. O Cara de Macaco (outro apelido curioso, desta vez de um dos policiais da UPP), meteu a mão no bolso dele. Ele reclamou e mostrou os documentos. O policial fingiu que ia checar pelo rádio, mas quase que imediatamente se virou para ele e disse que o Boi tinha que ir com eles. O Cara de Macaco conhecia o Boi e vivia implicando com ele e a família. Esse policial é ruim, gosta de humilhar os pobres daqui”. Amarildo entrou no carro da Polícia Militar vestindo apenas bermuda e chinelos. Sem camisa, o torso de boi estava nu. Desde então, não foi mais visto.
O comandante da UPP, major Edson Santos, disse aos repórteres Marco Antônio Martins e Fábio Brisolla, da Folha de S. Paulo, que Amarildo teria ficado menos de cinco minutos na unidade, o suficiente para ser desfeita a confusão de identidades, e em seguida teria sido liberado. A Rocinha tem 84 câmeras. Naquele domingo, as duas câmeras diante da UPP tiveram problemas. O GPS dos carros de polícia não funcionavam. O que teria acontecido com Amarildo que as câmeras não puderam ver? Que caminhos teria ele percorrido que o GPS não pôde registrar? Ou ele deixou a UPP caminhando e desapareceu depois, como afirma o policial?
Amarildo era ajudante de pedreiro e criava os seis filhos num barraco de um único cômodo, num ponto da favela em que o esgoto serpenteia pelas vielas e tuberculose é doença corriqueira. Não sabia ler, só escrevia o próprio nome. Como conta a repórter Anne Vigna, daAgência Pública, era descendente de escrava, filho de uma empregada doméstica e de um pescador, numa família de 12 crianças. Ganhava R$ 300 numa obra em Copacabana, salário que complementava carregando sacos de cimento nos finais de semana. Estava contente porque tinha conseguido comprar tijolos para alargar sua casa. Ele, que a vida toda construíra a casa dos outros, nas quais tijolos não faltavam. Como o animal cujo nome lhe impingiram, Amarildo também atravessava a vida carregando um peso que não lhe pertencia.
Sim, porque Amarildo era chamado de boi, não touro. Boi de canga é aquele que puxa o arado, um passo penoso depois do outro, um dia seguido de outro dia, as costas suadas debaixo de um sol excessivo. Quem já viu a cena sabe que o mais brutal são os olhos mansos do boi, a resignação de quem só conhece uma sina, a canga que já lhe espremeu a alma. Se Amarildo era ou não boi talvez nunca saberemos, mas o fato de Amarildo ser visto como boi, o que foi citado em quase todos os perfis da imprensa, não deve passar incólume. Não pela sua dimensão poética, mas porque há algo de perturbador no discurso do boi.
O boi não é um animal qualquer. A palavra que o representa marca uma castração. O boi é um vir-a-ser que não será, um interrompido no meio do gesto de tornar-se. Ele poderia ter sido um touro, não fosse o homem ter dado a ele outro destino quando ainda era pouco mais que uma criança, num ritual de sacrifício, mesmo que as técnicas sejam hoje modernas. O boi é aquele que é emasculado para ser ofertado ao serviço ou ao consumo. É emasculado para a servidão – seja como força de trabalho, seja como fornecedor de proteínas. É alienado de si para virar carne, força bruta a serviço de seu dono e algoz. O touro, não. O touro tem a pulsão sexual, o que o faz ser aquele que é. Na literatura, os bois humanos são castrados de esperanças, de possibilidades, de revolta com sua condição servil – de liberdade.
O perigo do boi, no caso de Amarildo, é que o boi parece se transmutar em uma outra palavra, também repetida com insistência nas descrições que dele fizeram: “trabalhador”. Amarildo é o (sub)proletário que ganha meio salário mínimo, condenado a vender o corpo tão barato que nem mesmo consegue alimentar direito a si e à sua família. Mas há um valor simbólico associado a esse trabalhador braçal que carrega duas sacas de cimento nas costas, enquanto outros só conseguiriam carregar uma. Um valor representado pelo boi, essa figura enganosamente bucólica vinda do Brasil colonial, que atravessa os séculos e ganha novos sentidos no capitalismo. Esse valor talvez faça com que seja mais fácil para o Brasil que reclama seu sumiço amá-lo. Amarildo, o boi humano, é o pobre submisso. E parece ser também isso o que torna seu desaparecimento inaceitável.
E aqui, o parêntese sempre necessário. É inaceitável qualquer pessoa entrar num posto policial e desaparecer, como tem acontecido com milhares em todo o Brasil. É inaceitável Amarildo desaparecer, assim como é uma grande notícia que Amarildo tenha virado notícia. O que sugiro é uma complicação um pouco maior, que talvez nos ajude a avançar, sobre o quanto essa figura de Amarildo, o boi, pode ter ajudado a transformar seu nome num slogan de protesto nas ruas e nas redes sociais. A pergunta que proponho aqui é se o fato de Amarildo ser o trabalhador que carrega dois sacos de cimento nas costas o tornou mais palatável para parte daqueles que denunciam seu sumiço e exigem uma resposta. Isso em nada muda a necessidade imperativa de denunciar e exigir uma resposta, porque o sumiço de Amarildo e de todos os outros que não viraram slogan é desde sempre inaceitável. E inaceitável um a um. Mas pode nos ajudar a compreender a complexidade do momento em que vivemos. E talvez nos ajude a não cair em armadilhas nos dias que virão.
O valor simbólico do boi atravessa o tempo e assinala visões de mundo, ainda que inconscientes, nas diferentes classes sociais. É tão comum como triste quando, ao ser confrontados com alguém identificada como autoridade, o que pode ser simplesmente alguém de uma classe mais privilegiada, os pobres apresentam de imediato sua carteira de trabalho para provar que existem e são pessoas boas. Ou para não serem humilhados ou presos, o que não funcionou no caso de Amarildo, mesmo quando “Cara de Macaco” enfiou a mão no seu bolso para pegar os documentos, conforme conta uma testemunha. É assim que a irmã de Amarildo, Maria Eunice Dias Lacerda, o descreve ao jornalista Fernando Gabeira, em reportagem da Globo News: “Ele não ficava em casa, ele era um tipo de pessoa que ele não descansava. Ele não tinha tempo nem pra comer, nem pra se divertir, o negócio dele era trabalho”. Em um perfil publicado na Folha de S. Paulo, essa mesma irmã enuncia o que poderia ser a contrapartida de ser boi em um pacto não pronunciado, mas persistente: “É duro dizer, mas eu acho que meu irmão está morto. Ele sempre dizia que revidaria se fosse agredido por um policial. Dizia que trabalhador não pode levar tapa na cara e ficar quieto”.
O perigo do boi fica ainda mais explícito em uma declaração de Sérgio Cabral (PMDB), o governador decaído do Rio. Ele afirmou no Twitter: "Nada justifica o desaparecimento de uma pessoa que foi checada pelo próprio comandante da UPP como trabalhador". O que Cabral está dizendo? Se Amarildo não fosse um “trabalhador”, o desaparecimento e a possível morte estariam então não só justificados como legitimados?
De fato, é isso que temos testemunhado e com o que temos compactuado quando não protestamos contra os “suspeitos” executados pela polícia em sucessivas e persistentes invasões nas favelas, como aconteceu em junho na Maré, no mesmo Rio de Janeiro. Ou como acontece há décadas, séculos, em todo o Brasil. Sobre isso, escrevi um outro texto, “Também somos o chumbo das balas” (leia aqui). Nas palavras do governador, se Amarildo não fosse um boi/trabalhador, seu sumiço estaria dentro da normalidade. É essa aberração que tem sido a normalidade no Rio – e no Brasil inteiro.
É por isso que vale a pena se preocupar com o fato de Amarildo ser visto como boi – não como touro. E se Amarildo fosse “suspeito” ou “traficante” ou “bandido” – e não “trabalhador” – como reagiríamos? Teríamos sido capazes de transformar seu sumiço em denúncia e protesto? Ou preferimos ser rebanho, mesmo quando aparentemente nos rebelamos? Pode ser triste, mas necessário, constatar que, em alguns aspectos, uma parcela dos que protestam contra Cabral é mais semelhante do que diferente do governador decaído e da porção assassina de sua polícia. As questões incômodas têm o mérito de nos fazer a avançar e, quem sabe, nos tornar melhores.
Dito isso, a pergunta se impõe: onde está Amarildo?
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)
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