Eu super passei mal pra tirar sangue.
Como diz a ana / marcel / lorena / luiz / igor: eu sou uma moça
Economista que não economiza em palavras... Porque mesmo sem motivo eu gosto de falar.
domingo, 15 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Questão de anatomia
Os seios são uma obsessão masculina e uma fonte de mal entendidos
IVAN MARTINS
Os homens amadurecem lentamente - e em relação a um número limitado de assuntos. Os seios, definitivamente, não estão entre eles. Entra ano, sai ano, e os marmanjos continuam bestificados por esse aspecto da anatomia feminina. É uma atração que começa em algum momento da infância e vai sendo exercida ao longo da vida, como um fascínio que não passa.
Aos 15 você quer ver, aos 20 você precisa pegar, aos 30 descobre que não há dois iguais (ou seriam quatro?). Quando faz 40, percebe que, ao seu redor, eles estão mudando de forma, posição e densidade. Aos 50, nota, com ironia, que alguns voltaram a ter a firmeza da adolescência. A mensagem é óbvia: os seios mudam com o tempo, mas o interesse dos homens permanece.
Quem duvida dessa afirmação deveria participar dos verdadeiros seminários espontâneos que grupos de homens promovem sobre o assunto. Em geral no bar, mas frequentemente em horário de trabalho, discutem, em detalhes infindáveis, seu tema favorito: formatos, texturas e cores; usos, aplicações e possibilidades; peso, massa e volume...
Por que estou escrevendo sobre isso? Porque os seios encontram-se, literal e metaforicamente, entre os homens e as mulheres – às vezes de uma forma complicada.
Seios são vistos do lado masculino como sinônimo de sexo, mas tenho a impressão de que, no campo feminino, eles estão mais ligados à vaidade, feminilidade, auto-estima. Alguém me disse uma vez que mulheres com peitos bonitos são mais seguras de si, assim como seriam os homens com pinto grande. Não sei.
O que me parece certo é que há ruído na comunicação. Os homens têm a impressão de que os decotes são montados para atraí-los, uma espécie de propaganda ou amostra grátis. Mas as mulheres parecem vestir-se para si mesmas, para sentirem-se bonitas e poderosas. Os homens e seus olhos hipnotizados estão no meio do caminho entre elas e um ego satisfeito.
Claro, haverá momentos em que a armadilha de duas peças será montada para atrair o máximo de olhares (ou, provavelmente, apenas um deles...), mas penso que essas são ocasiões especiais. No dia-a-dia, acho um erro imaginar que a mulher que põe um vestido com decote está solicitando atenção masculina. É provável que não esteja. Aliás, se nós olhássemos menos eu acho que elas ousariam mais. O olhar babão incomoda e inibe.
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Na verdade, a obsessão masculina por aquilo que os médicos chamam desgraciosamente de “mamas” força a população feminina a se adaptar e improvisar. Outro dia, me contaram de uma jovem executiva que usa alfinetes para fechar a blusa um pouco acima do último botão. É uma medida de recato de quem já cansou de procurar, inutilmente, olhar nos olhos dos seus interlocutores masculinos enquanto conversa com eles. Ela se queixa de que até estagiários falam com ela magnetizados por aquilo que só podem adivinhar.
Não deve ser um caso isolado. Imagino que todas as mulheres, qualquer que seja o seu manequim, tiveram de lidar, em algum momento da vida, com a insolência curiosa dos olhares masculinos. Saibam que nem sempre é intencional. Mesmo sujeitos educados não conseguem evitar um olhar de raspão. É embaraçoso, sobretudo em ambientes familiares ou de trabalho, mas dura uma fração de segundo. Se passar dessa medida, a contemplação indesejada (ou inoportuna) vira invasão visual de território – uma infração aos bons costumes e ao convívio civilizado, punível com cartão amarelo.
.Algumas mulheres reclamam que, mesmo tendo seios pequenos, os homens insistem em olhar. Claro, porque não é uma questão de tamanho. Homens são atraídos por peitos, qualquer peito. Nunca ouvi um cara dizendo que desistiu de uma mulher porque tinha seios pequenos. IIsso não acontece. Mas as mulheres têm dificuldade em aceitar esse fato óbvio quando se trata delas mesmas. Acham a Keira Knightley linda, mas, sem qualquer senso de contradição, vão ao cirurgião plástico e pedem para ficar parecidas com a Luana Piovani grávida. Eu não entendo, mas deve ter algo a ver com a relação entre tamanho e auto-estima. Só não ponham, por favor, essa decisão cirúrgica na conta dos homens. Quando se trata de seios, nós somos fascinados pela essência, não por uma forma específica ou pelo tamanho GG.
(Ivan Martins escreve às quartas-feiras)
#Vergonhaalheia
Beleza, eu já dancei muito essa música no Carnáutico em Sete Lagoas, há milhares de anos atrás...
Mas pq alguém decide ir pra praia e gravar a coreô???
Mas pq alguém decide ir pra praia e gravar a coreô???
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Mais três meses de enganação
Sim, eu sei que é um vício.
Sim, eu sei que tudo pode ser forjado.
Sim, eu sei que quem eu gosto nunca ganha.
Sim, sei que no último episódio, morrendo de sono às 0030 da madrugada, eu vou dizer puto: Nunca mais vejo isso...
Sim, eu sei disso tudo.
Mas já é o 11o que continuo vendo BBB (só perdi o melhor, do Alemão, pq tava na Itália)
Céus!!!!!
http://www.naosalvo.com.br/66-curiosidades-sobre-os-participantes-do-bbb12-que-voce-nao-fazia-ideia/
Sim, eu sei que tudo pode ser forjado.
Sim, eu sei que quem eu gosto nunca ganha.
Sim, sei que no último episódio, morrendo de sono às 0030 da madrugada, eu vou dizer puto: Nunca mais vejo isso...
Sim, eu sei disso tudo.
Mas já é o 11o que continuo vendo BBB (só perdi o melhor, do Alemão, pq tava na Itália)
Céus!!!!!
http://www.naosalvo.com.br/66-curiosidades-sobre-os-participantes-do-bbb12-que-voce-nao-fazia-ideia/
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| Será que eu sou fútil??????? |
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Grandes fortunas, argumentos pequenos
PAULO MOREIRA LEITE > http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/01/02/grandes-fortunas-argumentos-pequenos/
O debate sobre a criação de um imposto sobre as grandes fortunas, que poderia ser de grande utilidade para reforçar o dinheiro da saúde pública, esbarra numa visão política dos milionários brasileiros sobre si próprios.
Eu, você e a torcida do Flamengo, do Corinthians, do Palmeiras, do Vasco….não queremos pagar mais impostos. Detestamos. (Na verdade, eu acho até que muita gente faz do imposto de renda um alvo exagerado e não percebe que, muitas vezes, é o salário que está baixo e não o imposto que se tornou muito alto. Mas voltemos ao assunto inicial).
Se nós não gostamos de pagar muito imposto, alguns brasileiros muito ricos tem outra postura: simplesmente não admitem pagar mais impostos.
Claro que seria errado generalizar. Existem brasileiros muito ricos com plena consciência de seus deveres e seus direitos. Acham natural que, após amealhar rendimentos imensos, sejam chamados a dar uma nova contribuição à sociedade.
Uma boa parcela, contudo, encara a coisa como ofensa pessoal, falta de consideração com sua condição social. E eles tem meios para impor seu ponto de vista.
Alegam que rico no Brasil é perseguido, invejado. E é por isso, dizem, que periodicamente surge o debate sobre o imposto das grandes fortunas. Você pode achar que estou exagerando mas não se engane. A visão que os muito ricos têm de sua própria situação é tão individualizada, auto suficiente, que muitos acreditam que o problema é de ressentimento. Não conseguem enxergar uma questão objetiva mais elevada, uma forma redistribuição de renda, praticada em muitos países que em outras ocasiões até são apontados como exemplo de desenvolvimento equilibrado.
Eles podem até considerar razoável dar um pouco mais de recursos para a saúde pública mas não acreditam que essa parte deva sair de seus bolsos.
Meses atrás, nos Estados Unidos e na França, os bilionários locais vieram a público para dizer que aceitariam dar uma maior contribuição ao imposto de renda de seus países.
No Brasil isso não acontece nem poderia.
Pagar impostos significa, de uma forma ou de outra, aceitar uma relação de compromisso com o conjunto da sociedade, representada pelo Estado. Você se submete a uma maioria, representada por um governo eleito.
Mas muitos de nossos muito ricos não pensam assim. Colocam-se acima da sociedade e da lei. Olhando o retrospecto, é possível dizer que estão errados?
Acredito que, se a legislação sobre grandes fortunas for aprovada, não faltarão advogados para tentar derrubá-la com o argumento surrealista no caso de que todos são iguais perante a lei. Duvida?
Faça uma antologia das últimas decisões do Judiciário envolvendo senhores de “grossa fortuna”, como se dizia antigamente, e tire suas próprias conclusões. Pergunte quantos foram parar na cadeia. Quantos tiveram de entregar recursos do próprio bolso para honrar prejuízos que cairam nos ombros de funcionários ou consumidores.
Nossos muito ricos têm um imenso poder de influencia para fazer valer sua vontade. Além das bancadas amigas no Congresso e no judiciário, têm advogados especialisados em diminuir a própria carga tributária. Podem redistribuir seus rendimentos para pagar menos. Também podem reinvestir o imposto a pagar. Assim, elevam os rendimentos futuros e pagam menos impostos em relação ao passado. Têm um imenso arsenal de recursos — legais — para dissimular propriedades, rendimentos e investimentos.
A partir de uma faixa de renda impensável para mortais comuns — o patamar começa em torno de R$ 5 millhões por ano conforme algumas estimativas — é possivel não pagar imposto algum.
Entre os argumentos contra o imposto sobre as grandes fortunas, a maioria representa uma humilhação para a maioria da sociedade.
Entre os argumentos contra o imposto sobre as grandes fortunas, a maioria representa uma humilhação para a maioria da sociedade.
O mais conhecido é dizer que cobrar esse imposto é um esforço inútil, porque os potenciais ultra contribuintes sempre darão um jeito de escapar da malha da receita, seja em contas no exterior, seja em investimentos encobertos. É humilhante porque implica numa tentativa de impor a ideia que os muito ricos sempre serão bem sucedidos em garantir a própria impunidade. Podemos até concordar com essa observação, pois a Justiça só é cega nas estatuas de mármore que enfeitam nossos tribunais. Mas não é por causa da alta periculosidade de determinado cidadão que se deve desistir de enquadrá-lo em padrões universais de justiça.
Outro argumento é dizer que, mesmo que fosse cobrado, o imposto renderia tão pouco que o retorno não valeria a pena. Não confere, tecnicamente. Alguns cálculos dizem que este imposto poderia render R$ 80 bilhões a mais para a Receita. Mesmo que essa estimativa esteja exagerada, e mesmo que se admita o mais alto grau de sonegação possível, como é regra no país inteiro, uma visão sensata dos impostos ensina que se deve cobrar mais de quem ganha mais e só depois discutir o que se faz com os recursos a mais que entraram no cofre.
O terceiro argumento é grotesco. Consiste em dizer que está tudo certo com os recursos da saúde pública — o problema é encontrar gerentes competentes. Não dá para começar a discussão porque, no Brasil, a saúde privada consome 45% das receitas para atender 25% da população.
Envergonhado porque paga relativamente menos impostos do que sua secretária, o bilionário americano Warren Buffett publicou um artigo pedindo para pagar mais — não para reclamar que o dinheiro não era bem empregado, mas porque era cobrado de forma injusta.
O ponto é este. Na Europa, nos Estados Unidos, o debate sobre impostos dos muito ricos é econômico e social. No Brasil, envolve força política e prestígio individual. Acredite: é muito mais delicado.
Leia aqui um bom artigo mais sobre o imposto sobre as grandes fortunas e financiamento do SUS:
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